No documentário 'Uma Longa Viagem', Caio Blat vive momento raro de sua carreira e resgata história familiar em documentário ficcional
Sempre se inovando, Caio Blat não tem receios dos desafios e de arriscar. O ator, que já tem uma carreira consolidada e respeitada tanto no cinema quanto na televisão, esteve no Festival Paulínia de Cinema para falar de seu novo trabalho, provando, mais uma vez, que não tem medo do novo. "É um trabalho bem diferente", definiu Caio em entrevista a CARAS Online.
Uma Longa Viagem, da cineasta Lúcia Murat, é um documentário sobre a história de sua família que, para resgatar memórias, contou com a ajuda da interpretação do astro. "Eu nunca tinha atuado em um documentário antes, é uma novidade, coisa rara em minha carreira", disse. Na história, permeada por depoimentos, documentos históricos e encenações, três irmãos enfrentam, de formas diversas, o período da juventude durante o regime militar no Brasil.
"Eu faço o Heitor, o irmão mais novo. Ele é uma representação da década de 70, passa a vida viajando pelo mundo como uma forma de contestação daquela época", contou. "A única forma da Lúcia contar essa história foi através das cartas que o Heitor mandava dos países que visitava. Precisava de um ator para reconstruir essa parte. Achei muito corajoso da parte dela fazer um trabalho como esse. Quando ela me chamou, foi um convite muito especial".
Em suas cenas, Caio aparece cabeludo, com visual meio outsider, meio hippie. Como preparação, o ator passou cerca de três dias na casa de Heitor, para entender os motivos que o levaram para uma vida tão atribulada. "Fui conhecer o Heitor, conversei com ele, fiquei na casa dele - que é repleta de relíquias que ele obteve ao longo de suas viagens. Fiquei lá tentando sacar o humor daquele cara, o pique, o olhar dele. Foi um trabalho intenso de concentração". As experiências de Heitor, não somente em suas peregrinações mundo afora, como também com as drogas, acarretaram consequências. Ele chegou a ser internado em hospitais psiquiátricos e, hoje, faz tratamentos para esquizofrenia.
A motivação de Lúcia, que no documentário tem sua juventude - e sua passagem de luta contra a ditadura militar - retratada, para filmar Uma Longa Viagem, veio após a morte do terceiro irmão, Miguel. Ter Caio Blat dentro de um projeto tão pessoal, foi muito representativo para a cineasta que, assim como o ator, também se arriscou ao expor feridas abertas nas telas do cinema. "Realmente o Caio participou desse trabalho de uma forma incrível. Foi um imenso prazer para mim tê-lo neste trabalho", definiu Lúcia.
(Karen Lemos - CARAS Online)
domingo, 6 de novembro de 2011
Selton: 'Renato Aragão é nosso Chaplin'
Divulgando ' O Palhaço' no Festival Paulínia de Cinema, Selton Mello conta a história de um palhaço em crise e usa suas referências de infância para compor trabalho pessoal e comovente
Para fazer O Palhaço, filme no qual atuou e dirigiu ao mesmo tempo, Selton Mello recorreu às memórias da infância. Para o ator, é na infância que está o segredo da vida. "Existe uma ligação, diante do fascínio com a nossa infância, que exerce uma influência para o resto dos anos", afirmou Selton durante coletiva de imprensa no Festival Paulínia de Cinema. O filme foi exibido na noite de sexta-feira, 8.
A grande homenagem de O Palhaço é para Renato Aragão e Os Trapalhões, cujo tipo de humor Selton fez questão de se aproximar para realizar seu filme. "Renato Aragão é o nosso Chaplin. Sem dúvida, meu nível de ligação com os 'Os Trapalhões' é gigante. Quando pequeno, minha mãe me levava ao cinema para assistir aos filmes desses caras; nós entravamos na sessão do meio dia e ficávamos até as 6 da tarde. Eu assistia três vezes seguidas os filmes", disse.
O tributo, no entanto é simbólico; está no tipo de comédia do longa-metragem, que é mais singela. "Existe uma sutileza no filme e, consequentemente, no humor dele. Eu quis fazer algo delicado, com uma mensagem para o mundo que, eu como espectador, gostaria de ver no cinema".
Outras homenagens, porém, ocorreram de forma mais ativa. Selton convocou grandes nomes do humor brasileiro para O Palhaço, caso de Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, Luiz Alves Pereira Neto, o Ferrugem, e Moacyr Franco. "Eu assistia, com meu pai, ao programa Moacyr Franco Show. Quando estava preparando o filme, convidei o Moacyr para uma cena saborosa, que ele faz de forma brilhante. Quando terminou a cena, ele se levantou e disse 'tenho 74 anos de idade e nunca fiz cinema. muito obrigado'. foi uma emoção geral", recordou.
Natural de Passos, interior de São Paulo, o ator também fez referências ao citar sua cidade natal ("eu quis homenagear minha cidade, não sei se conseguir fazer isso, ou se denegri a imagem de Passos", disse entre risos) e atuar ao lado do irmão, Dalton Mello. "É evidente que, ao filmar, você deixa algo seu aí. Mas não é uma autobiografia. Se eu tivesse que fazer isso, provavelmente eu deixaria o filme no meio de sua produção (risos)", concluiu.
Em O Palhaço, Selton Mello dá vida ao palhaço Benjamin, que enfrenta uma crise de identidade que afeta todo o trabalho da trupe do circo que viaja pelo interior de São Paulo levando alegria e riso aos moradores. "Fazer um filme é ter um assunto, de preferência que você queira falar sobre. No caso de 'O Palhaço', quis falar sobre identidade, vocação e o peso do destino", definiu. "Os dilemas da vida são constantes. Em qualquer idade nós passamos por eles, portanto, é um filme para todos. Fiz com a intenção de um médico, insatisfeito com sua profissão, assistir e se ver retratado ali", afirmou.
Na família circense, o veterano Paulo José interpreta o palhaço mais velho, pai de Benjamin. A parceria entre os dois é tão afinada que é impossível não se comover com as relações familiares entre os dois personagens. E Paulo explica o porquê: "O filme se passa através do silêncio, na duração dos tempos. A ação dos personagens é universal, você reconhece, na hora, através de um olhar, de um gesto, porque são coisas que acontecem na vida de todo mundo. Acredito que, por isso, não dá para dizer que é um filme de comédia. Esse filme não tem gênero; é um filme humano, sobre pessoas", concluiu.
Giselle Motta é revelação em 'O Palhaço'
Giselle Motta (28) ainda é um talento a ser descoberto. A atriz faz sua estreia no cinema no filme O Palhaço, de Selton Mello (38), que foi apresentado ao público na noite de sexta-feira, 8, durante o Festival Paulínia de Cinema. A sessão estava lotada e, por esse motivo, organizadores do evento liberaram outra sessão após a exibição para convidados e para a imprensa.
Para Giselle, retornar ao mundo circense - tema central em O Palhaço - teve muita significância nesta altura de sua carreira. "Tive a possibilidade de trabalhar no circo há 10 anos. Trabalhei em um grupo circense norte-americano; eu dançava e também montava em elefantes. Retornar a esse universo agora, com o filme, foi muito emblemático", ressaltou a atriz em entrevista a CARAS Online.
A moça é dançarina por formação. "A dança, na verdade, sempre acompanhou minha vida, a interpretação que veio depois", afirmou. Sua relação com as artes cênicas chamaram a atenção de Selton que, na hora de formar o elenco de seu filme, deu a Giselle um papel importante na trama: Guilhermina, uma performática atriz e dançarina da trupe de circo de O Palhaço. Além de encantadora, ela tem um lado obscuro que irá intrigar o público.
"Foi importante participar do filme, mesmo a Guilhermina sendo um pouco mau caráter, porque a mensagem de O Palhaço é muito importante. Fala de crise de identidade, das escolhas do caminho para a felicidade que, para encontrar, precisamos saber quem somos, quais são nossas aptidões, nossos talentos; eu espero que essa mensagem fique clara", resumiu.
Ex de Pitanga divulga filme em Paulínia
Claudio Amaral Peixoto (44), ex-marido de Camila Pitanga (33), compareceu ao Festival Paulínia de Cinema neste sábado, 9, para divulgar seu trabalho no longa-metragem O Palhaço, de Selton Mello (38). Simpático, animado e bem disposto, o diretor de arte preferiu não se pronunciar sobre o rompimento do casamento de 11 anos com a atriz, com quem tem uma filha, Antônia. "Hoje eu só vim falar do filme", avisou.
Com direção e atuação de Selton Mello, O Palhaço conta a história de um artista com crise de identidade e seu relacionamento familiar com sua trupe de circo, que sai rodando, de cidade em cidade, para levar o espetáculo do grupo aos moradores. Na direção de arte, Claudio teve enorme preocupação com as locações e com as sensações que os cenários e os objetos de cenas transmitiriam para o público.
"Fomos para lugares fantásticos, onde o mundo do circo era possível acontecer. Buscamos essa realidade em vários locais desse imenso Brasil. Filmamos em Paulínia também. Para a arte, usei bastante vermelho, para passar essa ideia de uma família unida pela terra, pelo sangue, como um grande ser vivo", detalhou Claudio, acrescentando que seu trabalho foi facilitado por conta do tema circense. "É um presente fazer um filme de circo. O universo poético já veio pronto para mim", afirmou.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Para fazer O Palhaço, filme no qual atuou e dirigiu ao mesmo tempo, Selton Mello recorreu às memórias da infância. Para o ator, é na infância que está o segredo da vida. "Existe uma ligação, diante do fascínio com a nossa infância, que exerce uma influência para o resto dos anos", afirmou Selton durante coletiva de imprensa no Festival Paulínia de Cinema. O filme foi exibido na noite de sexta-feira, 8.
A grande homenagem de O Palhaço é para Renato Aragão e Os Trapalhões, cujo tipo de humor Selton fez questão de se aproximar para realizar seu filme. "Renato Aragão é o nosso Chaplin. Sem dúvida, meu nível de ligação com os 'Os Trapalhões' é gigante. Quando pequeno, minha mãe me levava ao cinema para assistir aos filmes desses caras; nós entravamos na sessão do meio dia e ficávamos até as 6 da tarde. Eu assistia três vezes seguidas os filmes", disse.
O tributo, no entanto é simbólico; está no tipo de comédia do longa-metragem, que é mais singela. "Existe uma sutileza no filme e, consequentemente, no humor dele. Eu quis fazer algo delicado, com uma mensagem para o mundo que, eu como espectador, gostaria de ver no cinema".
Outras homenagens, porém, ocorreram de forma mais ativa. Selton convocou grandes nomes do humor brasileiro para O Palhaço, caso de Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, Luiz Alves Pereira Neto, o Ferrugem, e Moacyr Franco. "Eu assistia, com meu pai, ao programa Moacyr Franco Show. Quando estava preparando o filme, convidei o Moacyr para uma cena saborosa, que ele faz de forma brilhante. Quando terminou a cena, ele se levantou e disse 'tenho 74 anos de idade e nunca fiz cinema. muito obrigado'. foi uma emoção geral", recordou.
Natural de Passos, interior de São Paulo, o ator também fez referências ao citar sua cidade natal ("eu quis homenagear minha cidade, não sei se conseguir fazer isso, ou se denegri a imagem de Passos", disse entre risos) e atuar ao lado do irmão, Dalton Mello. "É evidente que, ao filmar, você deixa algo seu aí. Mas não é uma autobiografia. Se eu tivesse que fazer isso, provavelmente eu deixaria o filme no meio de sua produção (risos)", concluiu.
Em O Palhaço, Selton Mello dá vida ao palhaço Benjamin, que enfrenta uma crise de identidade que afeta todo o trabalho da trupe do circo que viaja pelo interior de São Paulo levando alegria e riso aos moradores. "Fazer um filme é ter um assunto, de preferência que você queira falar sobre. No caso de 'O Palhaço', quis falar sobre identidade, vocação e o peso do destino", definiu. "Os dilemas da vida são constantes. Em qualquer idade nós passamos por eles, portanto, é um filme para todos. Fiz com a intenção de um médico, insatisfeito com sua profissão, assistir e se ver retratado ali", afirmou.
Na família circense, o veterano Paulo José interpreta o palhaço mais velho, pai de Benjamin. A parceria entre os dois é tão afinada que é impossível não se comover com as relações familiares entre os dois personagens. E Paulo explica o porquê: "O filme se passa através do silêncio, na duração dos tempos. A ação dos personagens é universal, você reconhece, na hora, através de um olhar, de um gesto, porque são coisas que acontecem na vida de todo mundo. Acredito que, por isso, não dá para dizer que é um filme de comédia. Esse filme não tem gênero; é um filme humano, sobre pessoas", concluiu.
Giselle Motta é revelação em 'O Palhaço'
Giselle Motta (28) ainda é um talento a ser descoberto. A atriz faz sua estreia no cinema no filme O Palhaço, de Selton Mello (38), que foi apresentado ao público na noite de sexta-feira, 8, durante o Festival Paulínia de Cinema. A sessão estava lotada e, por esse motivo, organizadores do evento liberaram outra sessão após a exibição para convidados e para a imprensa.
Para Giselle, retornar ao mundo circense - tema central em O Palhaço - teve muita significância nesta altura de sua carreira. "Tive a possibilidade de trabalhar no circo há 10 anos. Trabalhei em um grupo circense norte-americano; eu dançava e também montava em elefantes. Retornar a esse universo agora, com o filme, foi muito emblemático", ressaltou a atriz em entrevista a CARAS Online.
A moça é dançarina por formação. "A dança, na verdade, sempre acompanhou minha vida, a interpretação que veio depois", afirmou. Sua relação com as artes cênicas chamaram a atenção de Selton que, na hora de formar o elenco de seu filme, deu a Giselle um papel importante na trama: Guilhermina, uma performática atriz e dançarina da trupe de circo de O Palhaço. Além de encantadora, ela tem um lado obscuro que irá intrigar o público.
"Foi importante participar do filme, mesmo a Guilhermina sendo um pouco mau caráter, porque a mensagem de O Palhaço é muito importante. Fala de crise de identidade, das escolhas do caminho para a felicidade que, para encontrar, precisamos saber quem somos, quais são nossas aptidões, nossos talentos; eu espero que essa mensagem fique clara", resumiu.
Ex de Pitanga divulga filme em Paulínia
Claudio Amaral Peixoto (44), ex-marido de Camila Pitanga (33), compareceu ao Festival Paulínia de Cinema neste sábado, 9, para divulgar seu trabalho no longa-metragem O Palhaço, de Selton Mello (38). Simpático, animado e bem disposto, o diretor de arte preferiu não se pronunciar sobre o rompimento do casamento de 11 anos com a atriz, com quem tem uma filha, Antônia. "Hoje eu só vim falar do filme", avisou.
Com direção e atuação de Selton Mello, O Palhaço conta a história de um artista com crise de identidade e seu relacionamento familiar com sua trupe de circo, que sai rodando, de cidade em cidade, para levar o espetáculo do grupo aos moradores. Na direção de arte, Claudio teve enorme preocupação com as locações e com as sensações que os cenários e os objetos de cenas transmitiriam para o público.
"Fomos para lugares fantásticos, onde o mundo do circo era possível acontecer. Buscamos essa realidade em vários locais desse imenso Brasil. Filmamos em Paulínia também. Para a arte, usei bastante vermelho, para passar essa ideia de uma família unida pela terra, pelo sangue, como um grande ser vivo", detalhou Claudio, acrescentando que seu trabalho foi facilitado por conta do tema circense. "É um presente fazer um filme de circo. O universo poético já veio pronto para mim", afirmou.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Galã japonês elogia energia brasileira
O astro japonês Tsuyoshi Ihara, do filme ‘Cartas a Iwo Jima’, de Clint Eastwood, está no Brasil para lançar 'Corações Sujos', de Vicente Amorim. Em entrevista, ele elogiou a receptividade no país
Tsuyoshi Ihara (47), galã do teatro e do cinema japonês que ficou conhecido mundialmente após protagonizar Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood (81), retornou a Paulínia - após período de filmagens - para apresentar Corações Sujos, longa de Vicente Amorim com Eduardo Moscovis (43) no elenco. Ao chegar ao Brasil, ele distribuiu elogios. "Quando eu voltei para o Japão, após as filmagens, minha família me disse que eu estava cheio de energia. Vejo o Brasil como um lugar especial, essa terra brasileira apresenta essa energia, que me fez muito bem", disse.
Em entrevista, o ator ressaltou que, embora haja uma barreira territorial entre os dois países, Corações Sujos (baseado no livro homônimo de Fernando Morais, 65) possui uma linguagem que transcende fronteiras. "O filme tem uma grande história de amor que é universal. Tanto aqui, quanto no Japão, acho que as pessoas vão gostar". Em Corações Sujos, Tsuyoshi vive Takahashi, um imigrante japonês que se envolve com um grupo radical que acredita na falsa vitória do Japão na Segunda Guerra Mundial. Para reprimir os imigrantes que acreditam na derrota do país, o grupo extermina aqueles que são chamados de traidores, ou corações sujos.
A história, embora faça parte de sua cultura, era, até então, desconhecida por Tsuyoshi. "Eu não conhecia nada dessa história, porque a educação nas escolas japoneses omite essa história. Só depois que li o roteiro fui pesquisar sobre o ocorrido", contou. "E como sou neto de coreanos, não foi complicado para eu entender o sofrimento desses imigrantes", acrescentou.
O ator descobriu, ainda, que não existem barreiras mesmo quando se tratam de dois idiomas completamente diferentes. "Não houve dificuldade alguma nesse aspecto. Todos foram acolhedores comigo durante os ensaios aqui no Brasil; compreendi que a linguagem do cinema é universal".
Além de Tsuyoshi, o filme também traz mais dois nomes importantes do cinema nipônico, caso de Shun Sugata (56), ator de Kill Bill, e Kimiko Yo (55), atriz de A Partida. "Durante o processo de casting, ficou claro que precisávamos de bons atores japoneses, já que os personagens são imigrantes recém chegados do Japão. Após muitos testes, chegamos a um conjunto raro de grandes nomes do cinema japonês", salientou o diretor Vicente Amorim.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Tsuyoshi Ihara (47), galã do teatro e do cinema japonês que ficou conhecido mundialmente após protagonizar Cartas de Iwo Jima, de Clint Eastwood (81), retornou a Paulínia - após período de filmagens - para apresentar Corações Sujos, longa de Vicente Amorim com Eduardo Moscovis (43) no elenco. Ao chegar ao Brasil, ele distribuiu elogios. "Quando eu voltei para o Japão, após as filmagens, minha família me disse que eu estava cheio de energia. Vejo o Brasil como um lugar especial, essa terra brasileira apresenta essa energia, que me fez muito bem", disse.
Em entrevista, o ator ressaltou que, embora haja uma barreira territorial entre os dois países, Corações Sujos (baseado no livro homônimo de Fernando Morais, 65) possui uma linguagem que transcende fronteiras. "O filme tem uma grande história de amor que é universal. Tanto aqui, quanto no Japão, acho que as pessoas vão gostar". Em Corações Sujos, Tsuyoshi vive Takahashi, um imigrante japonês que se envolve com um grupo radical que acredita na falsa vitória do Japão na Segunda Guerra Mundial. Para reprimir os imigrantes que acreditam na derrota do país, o grupo extermina aqueles que são chamados de traidores, ou corações sujos.
A história, embora faça parte de sua cultura, era, até então, desconhecida por Tsuyoshi. "Eu não conhecia nada dessa história, porque a educação nas escolas japoneses omite essa história. Só depois que li o roteiro fui pesquisar sobre o ocorrido", contou. "E como sou neto de coreanos, não foi complicado para eu entender o sofrimento desses imigrantes", acrescentou.
O ator descobriu, ainda, que não existem barreiras mesmo quando se tratam de dois idiomas completamente diferentes. "Não houve dificuldade alguma nesse aspecto. Todos foram acolhedores comigo durante os ensaios aqui no Brasil; compreendi que a linguagem do cinema é universal".
Além de Tsuyoshi, o filme também traz mais dois nomes importantes do cinema nipônico, caso de Shun Sugata (56), ator de Kill Bill, e Kimiko Yo (55), atriz de A Partida. "Durante o processo de casting, ficou claro que precisávamos de bons atores japoneses, já que os personagens são imigrantes recém chegados do Japão. Após muitos testes, chegamos a um conjunto raro de grandes nomes do cinema japonês", salientou o diretor Vicente Amorim.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Paulínia abre espaço para a variedade
Com 27 produções no total, o Festival de Cinema de Paulínia, que abriu nesta quinta-feira, 7, no interior de São Paulo, com a exibição do longa-metragem 'Corações Sujos', ressalta variedade do cinema nacional e mistura música em sua programação
O Festival de Cinema de Paulínia, que teve início nesta quinta-feira, 7, com a exibição do longa-metragem Corações Sujos, de Vicente Amorim e com Eduardo Moscovis (43) no elenco, abre espaço para a variedade de gêneros cinematográficos. São 12 longas-metragens (seis de ficção e seis de documentário) e 15 curtas-metragens entre drama, comédia, romance, ação, competindo em uma premiação de R$ 800 mil a ser dividida entre vinte e seis prêmios.
"Ao todo, são 27 filmes, todos inéditos, que vamos apresentar neste ano. Quem não puder estar presente, pode acompanhar tudo de perto pela internet através do nosso canal no Youtube", afirmou Fernanda Viacana, diretora do evento. Ela ainda ressalta os filmes que estarão na competição pelos prêmios entregues pelo público e pelo júri, que este ano será presidido pelo cineasta Sérgio Rezende. "Estamos abrindo com Corações Sujos hoje. Tem filmes ótimos por aí, como O Palhaço, Meu País, Trabalhar Cansa, entre muitos outros".
O curioso é que, dos oito longa-metragens que serão apresentados, cinco foram gravados nos estúdios erguidos na cidade. "Não é porque selecionamos filmes feitos em Paulínia, mas é porque estamos cada vez mais imersos no cinema nacional. De Pernas Pro Ar e Bruna Surfistinha, por exemplo, que são sucesso de bilheteria, foram filmado aqui também", esclarece o secretário de Cultura de Paulínia, Emerson Alves. O resultado dessa relação cada vez mais forte do cinema com Paulínia é o título de Polo Cultural do país.
A criação deste Polo é motivo de orgulho para o crítico de cinema Rubens Edwald Filho, que há sete anos atrás acreditou em um projeto que, hoje, tomou proporções grandiosas. "Paulínia me chamou para ajudar no nascimento desse festival. É com muita alegria que vejo o que isso tudo tornou-se. Temos filmes de todos os gêneros aqui, uma grande variedade", disse.
Paulínia Fest
A novidade de 2011 do festival não está somente no ineditismo dos filmes, na verdade, não está no cinema, e sim na música, como ressalta Emerson Alves. "Teremos o Paulínia Fest, com muita música boa. A relação da MPB com o cinema nacional é grande. Se o resultado for positivo, como já estamos esperando, teremos outras edições do evento", garantiu. Entre os artistas que se apresentam estão nomes como Rita Lee (63), Gilberto Gil (69), Caetano Veloso (68), Seu Jorge (41) e Vanessa da Mata (35). As apresentações acontecem em uma arena, montada bem ao lado do Teatro Municipal, para cerca de 3,5 mil espectadores.
(Karen Lemos - CARAS Online)
O Festival de Cinema de Paulínia, que teve início nesta quinta-feira, 7, com a exibição do longa-metragem Corações Sujos, de Vicente Amorim e com Eduardo Moscovis (43) no elenco, abre espaço para a variedade de gêneros cinematográficos. São 12 longas-metragens (seis de ficção e seis de documentário) e 15 curtas-metragens entre drama, comédia, romance, ação, competindo em uma premiação de R$ 800 mil a ser dividida entre vinte e seis prêmios.
"Ao todo, são 27 filmes, todos inéditos, que vamos apresentar neste ano. Quem não puder estar presente, pode acompanhar tudo de perto pela internet através do nosso canal no Youtube", afirmou Fernanda Viacana, diretora do evento. Ela ainda ressalta os filmes que estarão na competição pelos prêmios entregues pelo público e pelo júri, que este ano será presidido pelo cineasta Sérgio Rezende. "Estamos abrindo com Corações Sujos hoje. Tem filmes ótimos por aí, como O Palhaço, Meu País, Trabalhar Cansa, entre muitos outros".
O curioso é que, dos oito longa-metragens que serão apresentados, cinco foram gravados nos estúdios erguidos na cidade. "Não é porque selecionamos filmes feitos em Paulínia, mas é porque estamos cada vez mais imersos no cinema nacional. De Pernas Pro Ar e Bruna Surfistinha, por exemplo, que são sucesso de bilheteria, foram filmado aqui também", esclarece o secretário de Cultura de Paulínia, Emerson Alves. O resultado dessa relação cada vez mais forte do cinema com Paulínia é o título de Polo Cultural do país.
A criação deste Polo é motivo de orgulho para o crítico de cinema Rubens Edwald Filho, que há sete anos atrás acreditou em um projeto que, hoje, tomou proporções grandiosas. "Paulínia me chamou para ajudar no nascimento desse festival. É com muita alegria que vejo o que isso tudo tornou-se. Temos filmes de todos os gêneros aqui, uma grande variedade", disse.
Paulínia Fest
A novidade de 2011 do festival não está somente no ineditismo dos filmes, na verdade, não está no cinema, e sim na música, como ressalta Emerson Alves. "Teremos o Paulínia Fest, com muita música boa. A relação da MPB com o cinema nacional é grande. Se o resultado for positivo, como já estamos esperando, teremos outras edições do evento", garantiu. Entre os artistas que se apresentam estão nomes como Rita Lee (63), Gilberto Gil (69), Caetano Veloso (68), Seu Jorge (41) e Vanessa da Mata (35). As apresentações acontecem em uma arena, montada bem ao lado do Teatro Municipal, para cerca de 3,5 mil espectadores.
(Karen Lemos - CARAS Online)
As ciladas de Bruno Mazzeo no cinema
Com roteiro e atuação de Bruno Mazzeo, 'Cilada.com' foca em piadas pesadas e surpreende com história de amor
Fernanda, como toda mulher apaixonada, sonha em se casar. No casamento de sua irmã, porém, toma um susto. Seu namorado, Bruno, a trai durante a festa e todos os convidados acabam flagrando o momento. Uma vergonha digna de planos de vingança. É, na verdade, sobre desilusões amorosas que o filme Cilada.com, nos cinemas na próxima sexta-feira, 8, trata. Com base nos episódios do seriado Cilada, Bruno Mazzeo (34) retorna com seu divertido personagem homônimo, dessa vez ampliado para os cinema. Para segurar a onda, Mazzeo (que também assina o roteiro) pensou em algo grandioso. “Fiquei preocupado que o filme não parecesse com um episódio do seriado esticado. Teria que ser uma história independente”.
Depois da traição, Fernanda (vivida, novamente de forma homônima, por Fernanda Paes Leme (28)), joga em um site um vídeo caseiro que gravou com o namorado. No registro, Bruno apresenta problemas de ejaculação precoce e as imagens acabam virando febre na internet com consequências arrasadoras. “Ela age por impulso. É traída e já chega em casa e sobe esse vídeo na web. Foi uma enorme besteira, claro, porque depois ela se arrepende”, explica Fernanda.
“Imaginamos essa situação da internet como uma grande cilada. A internet quebrou o limite das quatro paredes de casa para o mundo. Hoje você faz um vídeo e isso se espalha. Tem cilada maior que essa exposição?”, questionou Mazzeo, complementando a colega de elenco. O vídeo em questão ganha até um divertido funk na internet (que serviu, também, como trilha sonora do filme), mostrando que a situação evoluiu, cada vez mais, para um grande pesadelo.
Bruno passa a ser reconhecido nas ruas por conta das imagens vergonhosas e sua paz acaba. Ele chega a contratar um cinegrafista (vivido por Serjão Loroza(44)) para gravar um novo vídeo na tentativa de reparar o erro. Novamente, tudo dá errado. Entre as ‘atrizes’, há uma divertida garota de programa e também um travesti que acaba enganando Bruno. “A gente pegou o que tinha de mais bacana no seriado e ampliamos para o cinema. Certas piadas e essa carga emocional que tem no filme não caberiam no seriado", enfatizou ainda o diretor do longa-metragem João Alvarenga Jr. (45).
Personagem de risco
É possível um calhorda como Bruno, cujas primeiras cenas são de traição, conquistar o espectador? Esse receio foi partilhado tanto por Mazzeo quanto por Alvarenga, que apostaram todas suas fichas no jogo de cintura de seus atores. “Acho que por conta do talento do Mazzeo, principalmente, conseguimos chegar nesse resultado”, explica o diretor. Foi o desafio que também atraiu Bruno para se arriscar nos cinemas. “Eu decidi parar o seriado Cilada justamente porque queria correr novos riscos, queria novos desafios. Isso é algo que me atrai muito”, contou. E deu tão certo que é uma continuação de Cilada.com já está pensada pela dupla. “A sequência é uma certeza. Falta só uma história”, adiantou Mazzeo.
Os personagens, de certo, permanecem na sequência, assim como a história de repetir o nome do personagem e do ator; critério que teve início com o seriado para a televisão. “Isso começou com o seriado porque eu queria que o programa fosse tipo um reality show. Não deu certo, mas mantemos esse formato no filme”, comentou Bruno, ainda apontando o risco que terá que acarretar: será fácil para publico distinguir a realidade da ficção? Fernanda tem suas dúvidas.
“Às vezes acontece de o público nos confundir com os personagens. Quando eu estava fazendo a Irene em ‘Insensato Coração’ achavam realmente que eu era a Irene; até brigavam comigo na rua. Talvez aconteça o mesmo com em Cilada.com, vão achar que eu sou capaz de colocar aquele tipo de vídeo na internet para me vingar de alguém (risos)”, brincou.
A relação de Fernanda e Bruno – os personagens – no entanto não é de um jogo de vinganças. Com piadas pesadas, Cilada.com sai por cima na reta final do filme, com uma emocionante declaração de amor. Afinal, é disso que estamos tratando sobretudo. “Acho que merecemos um final feliz. A Fernanda amava muito o namorado, passou por várias histórias com ele. É importante passar essa mensagem positiva, de que as pessoas podem e devem ser perdoadas”, concluiu a atriz.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Fernanda, como toda mulher apaixonada, sonha em se casar. No casamento de sua irmã, porém, toma um susto. Seu namorado, Bruno, a trai durante a festa e todos os convidados acabam flagrando o momento. Uma vergonha digna de planos de vingança. É, na verdade, sobre desilusões amorosas que o filme Cilada.com, nos cinemas na próxima sexta-feira, 8, trata. Com base nos episódios do seriado Cilada, Bruno Mazzeo (34) retorna com seu divertido personagem homônimo, dessa vez ampliado para os cinema. Para segurar a onda, Mazzeo (que também assina o roteiro) pensou em algo grandioso. “Fiquei preocupado que o filme não parecesse com um episódio do seriado esticado. Teria que ser uma história independente”.
Depois da traição, Fernanda (vivida, novamente de forma homônima, por Fernanda Paes Leme (28)), joga em um site um vídeo caseiro que gravou com o namorado. No registro, Bruno apresenta problemas de ejaculação precoce e as imagens acabam virando febre na internet com consequências arrasadoras. “Ela age por impulso. É traída e já chega em casa e sobe esse vídeo na web. Foi uma enorme besteira, claro, porque depois ela se arrepende”, explica Fernanda.
“Imaginamos essa situação da internet como uma grande cilada. A internet quebrou o limite das quatro paredes de casa para o mundo. Hoje você faz um vídeo e isso se espalha. Tem cilada maior que essa exposição?”, questionou Mazzeo, complementando a colega de elenco. O vídeo em questão ganha até um divertido funk na internet (que serviu, também, como trilha sonora do filme), mostrando que a situação evoluiu, cada vez mais, para um grande pesadelo.
Bruno passa a ser reconhecido nas ruas por conta das imagens vergonhosas e sua paz acaba. Ele chega a contratar um cinegrafista (vivido por Serjão Loroza(44)) para gravar um novo vídeo na tentativa de reparar o erro. Novamente, tudo dá errado. Entre as ‘atrizes’, há uma divertida garota de programa e também um travesti que acaba enganando Bruno. “A gente pegou o que tinha de mais bacana no seriado e ampliamos para o cinema. Certas piadas e essa carga emocional que tem no filme não caberiam no seriado", enfatizou ainda o diretor do longa-metragem João Alvarenga Jr. (45).
Personagem de risco
É possível um calhorda como Bruno, cujas primeiras cenas são de traição, conquistar o espectador? Esse receio foi partilhado tanto por Mazzeo quanto por Alvarenga, que apostaram todas suas fichas no jogo de cintura de seus atores. “Acho que por conta do talento do Mazzeo, principalmente, conseguimos chegar nesse resultado”, explica o diretor. Foi o desafio que também atraiu Bruno para se arriscar nos cinemas. “Eu decidi parar o seriado Cilada justamente porque queria correr novos riscos, queria novos desafios. Isso é algo que me atrai muito”, contou. E deu tão certo que é uma continuação de Cilada.com já está pensada pela dupla. “A sequência é uma certeza. Falta só uma história”, adiantou Mazzeo.
Os personagens, de certo, permanecem na sequência, assim como a história de repetir o nome do personagem e do ator; critério que teve início com o seriado para a televisão. “Isso começou com o seriado porque eu queria que o programa fosse tipo um reality show. Não deu certo, mas mantemos esse formato no filme”, comentou Bruno, ainda apontando o risco que terá que acarretar: será fácil para publico distinguir a realidade da ficção? Fernanda tem suas dúvidas.
“Às vezes acontece de o público nos confundir com os personagens. Quando eu estava fazendo a Irene em ‘Insensato Coração’ achavam realmente que eu era a Irene; até brigavam comigo na rua. Talvez aconteça o mesmo com em Cilada.com, vão achar que eu sou capaz de colocar aquele tipo de vídeo na internet para me vingar de alguém (risos)”, brincou.
A relação de Fernanda e Bruno – os personagens – no entanto não é de um jogo de vinganças. Com piadas pesadas, Cilada.com sai por cima na reta final do filme, com uma emocionante declaração de amor. Afinal, é disso que estamos tratando sobretudo. “Acho que merecemos um final feliz. A Fernanda amava muito o namorado, passou por várias histórias com ele. É importante passar essa mensagem positiva, de que as pessoas podem e devem ser perdoadas”, concluiu a atriz.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Fabio Assunção: prévia de volta ao teatro
Após 11 anos longe dos palcos, Fabio Assunção volta ao teatro ao encenar a peça Adultérios, no teatro Frei Caneca, em SP
Prestes a voltar ao teatro, o ator Fabio Assunção (39) se reuniu ao elenco da peça Adultérios, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, para fazer uma prévia do que o público poderá ver a partir do dia 8 de julho. Fabio ficou 11 anos longe dos palcos, sendo que sua última encenação foi no drama Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, em 2000. Agora, ele aparece com os cabelos um pouco mais compridos e a barba por fazer para viver um personagem da obra de Woody Allen (75), com tradução de Rachel Ripani (33) e direção de Alexandre Reinecke.
"Durante 11 anos chegaram muitos textos de teatro para mim, mas optei por focar no cinema e na televisão. Eu e o teatro temos uma relação íntima, não é um trabalho. É a sensação de um grande acontecimento, nesse mergulho de dois meses de preparação. Eu não faço teatro toda hora, mas quando faço me dá muito trabalho. Não é uma grande questão essa ausência de tanto tempo, porque sempre trabalhei muito. Posso dizer que estou tranquilo, embora esteja em pânico em relação à estreia", disse ele durante coletiva de imprensa.
Fabio ainda divide o palco com Norival Rizzo (52) em uma divertida truncagem teatral. Os dois atores dividem os papéis de protagonistas: o roteirista de cinema Jim Swain e o homeless americano Fred, que acusa Jim de ter roubado uma de suas obras. Como são personagens complementares, Fabio e Norival vão intercalar as apresentações. De sexta, segunda e na primeira sessão de sábado, Assunção será Jim; na segunda sessão de sábado e no domingo, viverá Fred. Com tanta troca, é inevitável que a cabeça dos atores não dê um nó. "Logo que o li o texto Woody Allen veio a ideia deles interpretarem os dois personagens. Além de ser um desafio, seria algo que enriqueceria a criação", recordou o diretor Reinecke.
"Não foi por vaidade que decidimos isso. Na verdade, chegamos a conclusão que eles são a mesma pessoa. Mas são dois personagens difíceis. Um é o oposto do outro e nos ensaios tivemos muitas dificuldades na hora de mudar. É um ótimo exercício, passamos a ter um entendimento maior de Jim e Fred", contou Norival. "Acho que todos nós temos um pouco desses personagens dentro de nós mesmos. Eu sempre identifico aspectos humanos em meus trabalhos que são comuns a mim. Tenho a insegurança do Jim e uma vontade de se aventurar pela vida do Fred", complementou Fábio.
Completa o casting a atriz e bailarina Carol Mariottini, a única atriz que não troca seu papel, dando vida a irrevente Bárbara. "Ela é uma mulher interesseira. Quando seus planos vão por água abaixo, ela vira uma chantagista cujas ferramentas são a sensualidade; ela é um pouco vulgar até", explicou.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Prestes a voltar ao teatro, o ator Fabio Assunção (39) se reuniu ao elenco da peça Adultérios, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, para fazer uma prévia do que o público poderá ver a partir do dia 8 de julho. Fabio ficou 11 anos longe dos palcos, sendo que sua última encenação foi no drama Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, em 2000. Agora, ele aparece com os cabelos um pouco mais compridos e a barba por fazer para viver um personagem da obra de Woody Allen (75), com tradução de Rachel Ripani (33) e direção de Alexandre Reinecke.
"Durante 11 anos chegaram muitos textos de teatro para mim, mas optei por focar no cinema e na televisão. Eu e o teatro temos uma relação íntima, não é um trabalho. É a sensação de um grande acontecimento, nesse mergulho de dois meses de preparação. Eu não faço teatro toda hora, mas quando faço me dá muito trabalho. Não é uma grande questão essa ausência de tanto tempo, porque sempre trabalhei muito. Posso dizer que estou tranquilo, embora esteja em pânico em relação à estreia", disse ele durante coletiva de imprensa.
Fabio ainda divide o palco com Norival Rizzo (52) em uma divertida truncagem teatral. Os dois atores dividem os papéis de protagonistas: o roteirista de cinema Jim Swain e o homeless americano Fred, que acusa Jim de ter roubado uma de suas obras. Como são personagens complementares, Fabio e Norival vão intercalar as apresentações. De sexta, segunda e na primeira sessão de sábado, Assunção será Jim; na segunda sessão de sábado e no domingo, viverá Fred. Com tanta troca, é inevitável que a cabeça dos atores não dê um nó. "Logo que o li o texto Woody Allen veio a ideia deles interpretarem os dois personagens. Além de ser um desafio, seria algo que enriqueceria a criação", recordou o diretor Reinecke.
"Não foi por vaidade que decidimos isso. Na verdade, chegamos a conclusão que eles são a mesma pessoa. Mas são dois personagens difíceis. Um é o oposto do outro e nos ensaios tivemos muitas dificuldades na hora de mudar. É um ótimo exercício, passamos a ter um entendimento maior de Jim e Fred", contou Norival. "Acho que todos nós temos um pouco desses personagens dentro de nós mesmos. Eu sempre identifico aspectos humanos em meus trabalhos que são comuns a mim. Tenho a insegurança do Jim e uma vontade de se aventurar pela vida do Fred", complementou Fábio.
Completa o casting a atriz e bailarina Carol Mariottini, a única atriz que não troca seu papel, dando vida a irrevente Bárbara. "Ela é uma mulher interesseira. Quando seus planos vão por água abaixo, ela vira uma chantagista cujas ferramentas são a sensualidade; ela é um pouco vulgar até", explicou.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Leandra Leal: papel desafiador no cinema
‘Estamos Juntos’, novo longa-metragem de Toni Venturi, traz brilho de elenco estelar encabeçado por Leandra Leal, Cauã Reymond e Dira Paes
A interpretação visceral e emocionante de Leandra Leal em Estamos Juntos, filme de Toni Venturi que estreia na próxima sexta-feira, 3, nos cinemas nacionais, tem bases em um árduo processo de preparação e laboratório no qual a atriz mergulhou para viver Carmem, protagonista da história, uma estudante de medicina, residente de um hospital público, que vê seu mundo ruir ao descobrir ser vítima de uma grave doença.
Para organizar a carga emocional de que a personagem precisaria (após descobrir a enfermidade) e entender a rotina dos residentes em um hospital público, Leandra passou um tempo no Hospital Universitário, de São Paulo, acompanhando o dia a dia desgastante desses profissionais. A experiência, embora intensa, foi enriquecedora.
"Foi mais apaixonante do que impactante, eu diria. Logo na minha primeira visita ao hospital, eu presenciei o óbito de uma senhora de idade. Foi diferente, porque tive uma visão de bastidores. Entendi que naquele lugar ocorre a dilatação da vida. Também comecei a entender a minha personagem ali. Ela é muito fechada, até porque quem trabalha com medicina vive algo que o consome por inteiro", contou a atriz em entrevista a CARAS Online.
Construir uma médica, contudo, não foi o maior desafio de Leandra nesse projeto. De doutora, Carmem passa para paciente ao descobrir, em um exame, que tem um tumor maligno no cérebro. Transmitir os sentidos de medo, confusão e, ainda, mostrar os primeiros sinais da doença tornaram-se uma grande dificuldade para a atriz.
"Foi difícil construir todos os sintomas que a Carmem sentia. Cada paciente tem um tipo de crise nessa doença. Tive que interpretar de forma sutil, como, por exemplo, mostrar a perda gradual do equilíbrio e dos sentidos que ela enfrentou. Para isso, conversei muito com um neurologista até chegar a essa conclusão"", complementou Leandra, que também teve ajuda da preparadora de elenco Ariela Goldman nessa fase da personagem.
Toni Venturi tinha um grande roteiro em mãos. Repleto de histórias diferentes que se entrecruzam, ótimos cenários (São Paulo, desde a periferia da cidade até cenas de noitada na metrópole), muita ação, crítica social, romances, reviravoltas e personagens ricos. Personagens esses que precisavam de uma 'estrutura óssea' para darem corpo a essa trama.
"Escalar elenco é como um grande quebra-cabeça. Se a escolha for errada, o filme também dá errado. Pensei em pessoas com talento, inteligência e biotipos certos para cada personagem. Depois, fomos construindo, aos poucos, a história de cada um deles", afirmou o diretor.
Além de Leandra Leal, Dira Paes (embora em uma participação pequena) também brilha neste novo longa-metragem. Ela aparece no núcleo do MSTC (Movimento Sem-Teto do Centro), uma associação - liderada basicamente por mulheres - que ocupa prédios inutilizados na esperança de encontrar uma moradia melhor para a família. Forte, mulher e brilhante, Dira também passou por maus bocados para encarar seu papel.
"A Dira chegou para filmar quando tinha acabado de gravar 'Caminho das Índias'. Eu tive que despir a Norminha para que ela entrasse na pele de uma líder de uma comunidade", riu o diretor, ao recordar do momento.
Estamos Juntos também acerta na escolha de elenco ao trazer um Cauã Reymond despido de sua pose de galã, entregue a um personagem inusitado: Murilo, um DJ homossexual, melhor amigo de Carmem. Murilo, além de render boas cenas, reforça a carga emocional da protagonista. Diante de um bom papel, Cauã aceitou o convite na hora.
"Eu fui para o Rio de Janeiro e convidei o Cauã. De cara eu disse que tratava-se de um personagem gay, que não era do tipo galã e não tinha aquele sex appeal. Ele achou o máximo. Entrou em um curso de DJ e começou a frequentar aquele ambiente da noite. Eu não queria um Murilo estereotipado, queria algo bem real. E o Cauã, com todo o talento dele, conseguiu amarrar tudo isso e veio com um ótimo personagem para o filme", contou Toni.
Leandra Leal dirige filme sobre travestis
Em sua primeira experiência na direção com longa-metragem, Leandra Leal leva às telas do cinema o documentário ‘Divinas Divas’, sobre a primeira geração de artistas travestis do Brasil
Enquanto analisa seus convites para trabalhos como atriz, Leandra Leal, que está em cartaz no filme Estamos Juntos e em breve estará nas telinhas na série global As Brasileiras, assume ainda a função de produtora e diretora.
No comando da Daza Cultural, ela dá vida a seus projetos mais pessoais, como o documentário Divinas Divas, que deve chegar aos cinemas em 2012. "O projeto me interessou muito, pois fala sobre o primeiro grupo de travestis que surgiu no Brasil. Será filmado no Rio de Janeiro, no segundo semestre do ano, adiantou Leandra em entrevista a CARAS Online.
Como cineasta, a atriz já dirigiu alguns videoclipes musicais e, logo em sua estreia nas rédeas de um longa-metragem, terá um desafio pela frente, dentro de um projeto muito significativo no âmbito pessoal. Divinas Divas terá, como um dos cenários principais, o Teatro Rival do Rio de Janeiro. Foi lá que, na década 1970, homens vestidos de mulheres puderam ter a chance de se expressar artisticamente aquém dos preconceitos da época. O Teatro, no período em que o grupo de apresentava, estava sob supervisão de produção de Américo Leal, avô da atriz. "Foi natural entrar de cabeça nesse projeto. Já estou a cinco anos trabalhando em cima disso e está fluindo bem", complementou Leandra.
É importante ressaltar que o mesmo Teatro Rival ainda é palco, periodicamente, dos shows do Divinas Divas, composto pelas oito 'senhoras', na faixa etária de 60 anos, Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujica, Eloína, Marquesa e Brigitte de Búzios.
O documentário, além de traçar um histórico do grupo, também acompanha os divertidos ensaios, os metódicos preparativos e uma apresentação em que o grupo faz um reencontro especial, recordando as relações de amizade que já se mantém há 40 anos. Com esse perfil, é possível ter outra visão desses seres humanos que se escondem por trás de personagens estereotipados, com quilos de maquiagem e figurinos espalhafatosos, mas que encantam o público e desmoralizam preconceitos.
(Karen Lemos - CARAS Online)
A interpretação visceral e emocionante de Leandra Leal em Estamos Juntos, filme de Toni Venturi que estreia na próxima sexta-feira, 3, nos cinemas nacionais, tem bases em um árduo processo de preparação e laboratório no qual a atriz mergulhou para viver Carmem, protagonista da história, uma estudante de medicina, residente de um hospital público, que vê seu mundo ruir ao descobrir ser vítima de uma grave doença.
Para organizar a carga emocional de que a personagem precisaria (após descobrir a enfermidade) e entender a rotina dos residentes em um hospital público, Leandra passou um tempo no Hospital Universitário, de São Paulo, acompanhando o dia a dia desgastante desses profissionais. A experiência, embora intensa, foi enriquecedora.
"Foi mais apaixonante do que impactante, eu diria. Logo na minha primeira visita ao hospital, eu presenciei o óbito de uma senhora de idade. Foi diferente, porque tive uma visão de bastidores. Entendi que naquele lugar ocorre a dilatação da vida. Também comecei a entender a minha personagem ali. Ela é muito fechada, até porque quem trabalha com medicina vive algo que o consome por inteiro", contou a atriz em entrevista a CARAS Online.
Construir uma médica, contudo, não foi o maior desafio de Leandra nesse projeto. De doutora, Carmem passa para paciente ao descobrir, em um exame, que tem um tumor maligno no cérebro. Transmitir os sentidos de medo, confusão e, ainda, mostrar os primeiros sinais da doença tornaram-se uma grande dificuldade para a atriz.
"Foi difícil construir todos os sintomas que a Carmem sentia. Cada paciente tem um tipo de crise nessa doença. Tive que interpretar de forma sutil, como, por exemplo, mostrar a perda gradual do equilíbrio e dos sentidos que ela enfrentou. Para isso, conversei muito com um neurologista até chegar a essa conclusão"", complementou Leandra, que também teve ajuda da preparadora de elenco Ariela Goldman nessa fase da personagem.
Toni Venturi tinha um grande roteiro em mãos. Repleto de histórias diferentes que se entrecruzam, ótimos cenários (São Paulo, desde a periferia da cidade até cenas de noitada na metrópole), muita ação, crítica social, romances, reviravoltas e personagens ricos. Personagens esses que precisavam de uma 'estrutura óssea' para darem corpo a essa trama.
"Escalar elenco é como um grande quebra-cabeça. Se a escolha for errada, o filme também dá errado. Pensei em pessoas com talento, inteligência e biotipos certos para cada personagem. Depois, fomos construindo, aos poucos, a história de cada um deles", afirmou o diretor.
Além de Leandra Leal, Dira Paes (embora em uma participação pequena) também brilha neste novo longa-metragem. Ela aparece no núcleo do MSTC (Movimento Sem-Teto do Centro), uma associação - liderada basicamente por mulheres - que ocupa prédios inutilizados na esperança de encontrar uma moradia melhor para a família. Forte, mulher e brilhante, Dira também passou por maus bocados para encarar seu papel.
"A Dira chegou para filmar quando tinha acabado de gravar 'Caminho das Índias'. Eu tive que despir a Norminha para que ela entrasse na pele de uma líder de uma comunidade", riu o diretor, ao recordar do momento.
Estamos Juntos também acerta na escolha de elenco ao trazer um Cauã Reymond despido de sua pose de galã, entregue a um personagem inusitado: Murilo, um DJ homossexual, melhor amigo de Carmem. Murilo, além de render boas cenas, reforça a carga emocional da protagonista. Diante de um bom papel, Cauã aceitou o convite na hora.
"Eu fui para o Rio de Janeiro e convidei o Cauã. De cara eu disse que tratava-se de um personagem gay, que não era do tipo galã e não tinha aquele sex appeal. Ele achou o máximo. Entrou em um curso de DJ e começou a frequentar aquele ambiente da noite. Eu não queria um Murilo estereotipado, queria algo bem real. E o Cauã, com todo o talento dele, conseguiu amarrar tudo isso e veio com um ótimo personagem para o filme", contou Toni.
Leandra Leal dirige filme sobre travestis
Em sua primeira experiência na direção com longa-metragem, Leandra Leal leva às telas do cinema o documentário ‘Divinas Divas’, sobre a primeira geração de artistas travestis do Brasil
Enquanto analisa seus convites para trabalhos como atriz, Leandra Leal, que está em cartaz no filme Estamos Juntos e em breve estará nas telinhas na série global As Brasileiras, assume ainda a função de produtora e diretora.
No comando da Daza Cultural, ela dá vida a seus projetos mais pessoais, como o documentário Divinas Divas, que deve chegar aos cinemas em 2012. "O projeto me interessou muito, pois fala sobre o primeiro grupo de travestis que surgiu no Brasil. Será filmado no Rio de Janeiro, no segundo semestre do ano, adiantou Leandra em entrevista a CARAS Online.
Como cineasta, a atriz já dirigiu alguns videoclipes musicais e, logo em sua estreia nas rédeas de um longa-metragem, terá um desafio pela frente, dentro de um projeto muito significativo no âmbito pessoal. Divinas Divas terá, como um dos cenários principais, o Teatro Rival do Rio de Janeiro. Foi lá que, na década 1970, homens vestidos de mulheres puderam ter a chance de se expressar artisticamente aquém dos preconceitos da época. O Teatro, no período em que o grupo de apresentava, estava sob supervisão de produção de Américo Leal, avô da atriz. "Foi natural entrar de cabeça nesse projeto. Já estou a cinco anos trabalhando em cima disso e está fluindo bem", complementou Leandra.
É importante ressaltar que o mesmo Teatro Rival ainda é palco, periodicamente, dos shows do Divinas Divas, composto pelas oito 'senhoras', na faixa etária de 60 anos, Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujica, Eloína, Marquesa e Brigitte de Búzios.
O documentário, além de traçar um histórico do grupo, também acompanha os divertidos ensaios, os metódicos preparativos e uma apresentação em que o grupo faz um reencontro especial, recordando as relações de amizade que já se mantém há 40 anos. Com esse perfil, é possível ter outra visão desses seres humanos que se escondem por trás de personagens estereotipados, com quilos de maquiagem e figurinos espalhafatosos, mas que encantam o público e desmoralizam preconceitos.
(Karen Lemos - CARAS Online)
Assinar:
Postagens (Atom)





