sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"De Pernas Pro Ar" atinge marca de 1 milhão espectadores

Com Ingrid Guimarães e Maria Paula no elenco, o filme "De Pernas Pro Ar" é mais um sucesso nacional
















Em cartaz há apenas uma semana, o filme "De Pernas Pro Ar" prova que o cinema nacional tem mesmo caído no gosto dos brasileiros nos últimos anos. Mesmo com pouco tempo de exibição, o longa ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores que já foram conferir a divertida comédia nas telonas.

Em números exatos, "De Pernas Pro Ar" foi assistido por 1 milhão e 120 mil brasileiros. Com direção de Roberto Santucci e produção de Mariza Leão, o filme conta com um elenco estelar, com Ingrid Guimarães, Maria Paula e Bruno Garcia como protagonistas.

A história do filme gira em torno de uma mulher, Alice (Ingrid Guimarães, que vive seu primeiro papel principal nos cinemas) que vê sua vida aparentemente resolvida ruir. Após perder o marido e o emprego bem sucedido, embarca em uma aventura no universo dos prazeres: torna-se uma vendedora de sex shop, revelando um mundo paralelo, derrubando preconceitos e, claro, divertindo o público com situações inusitadas que acontecem durante a trajetória.

"Fazer esse filme foi muito especial e, além de tudo, muito divertido. É um filme que fala de amor, família e amizade. Não é somente sobre sexo, mas também fala da mulher contemporânea e de coisas que podem mudar totalmente a vida dela. Acho que as pessoas vão se identificar", contou Ingrid na pré-estreia do filme no Rio de Janeiro.

(Karen Lemos - Portal Caras)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2010: Ano do cinema nacional
















Filmes mais atraentes, novas salas de cinema, equipamento digital para atender a demanda do 3D e iniciativas contra a pirataria. Todos esses fatores contribuíram para tornar o Brasil o maior consumidor no mercado cinematográfico da América Latina, segundo dados do Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Município do Rio de Janeiro, que anualmente mede números de venda de ingressos nos cinemas brasileiros.

Em 2010, o Brasil ultrapassou o México em relação a números favoráveis ao mercado de cinema. De acordo com Jorge Peregrino, presidente do Sindicato, o aumento também se dá ao crescimento do interesse dos brasileiros pelo cinema nacional.

"Pela primeira vez, desde a retomada do cinema no Brasil, três filmes nacionais ultrapassaram a marca de 3 milhões de espectadores, e um filme nacional ultrapassa a barreira dos 10 milhões de espectadores", diz, citando o sucesso estrondoso de Tropa de Elite 2, com Wagner Moura, o filme nacional mais visto de todos os tempos.

Parte do sucesso de 'Tropa', também ressalta o resultado positivo ao combate a pirataria, que trouxe prejuízos em boa parte do público pagante do primeiro filme da franquia do cineasta José Padilha.

O sindicato ainda aposta em lançamentos como Aparecida - O Milagre, de Tizuka Yamazaki e De Pernas Pro Ar, de Roberto Santucci. Outro exemplo da fase de ascenção do cinema nacional está na recente estreia de Muita Calma Nessa Hora, de Felipe Joffily, que já foi assistido por mais de um milhão de pagantes.

No total, segundo resultados parciais, 135 milhões de espectadores passaram pelos cinemas neste ano, contra 112 milhões em 2009, representando um aumento de 20% de ingressos vendidos e 32% no rendimento de bilheterias. A renda bruta total é estimada em R$ 1,27 bilhão.

O público também foi atraído com novas salas de cinema, ao todo 150 inauguradas em 2010 - um aumento de 6,3% em relação ao ano passado. Atualmente, o Brasil possui 2,500 salas de cinema em todo o Brasil, sendo 200 delas com equipamento digital para o formato 3D, que também levou o espectador a ser atraído pela magia do cinema.

(Karen Lemos - Portal Caras)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Filme sobre criador do Facebook é destaque entre as indicações ao Globo de Ouro 2011















A Rede Social, filme que conta a trajetória da dupla criadora do site de relacionamento Facebook, se destacou entre as indicações da 68ª edição do prêmio Globo de Ouro, que acontece no próximo dia 16, em Los Angeles.

Os indicados foram anunciados na manhã desta terça-feira, 14. Katie Holmes, Josh Duhamel e Blair Underwood revelaram os concorrentes em evento realizado em Beverly Hills.

Com seis indicações, A Rede Social concorre como o melhor filme dramático, melhor roteiro, melhor ator dramático (Jesse Eisenberg), melhor ator coadjuvante (Andrew Garfield), melhor diretor (David Fincher) e melhor trilha sonora original.

O Discurso do Rei, filme sobre uma passagem da história britânica - a posse do Rei George VI durante a Segunda Guerra Mundial - é o líder de indicações, com sete no total: melhor filme dramático, melhor roteiro, melhor diretor (Tom Hooper), melhor ator dramático(Colin Firth), melhor ator coadjuvante (Geoffrey Rush), melhor atriz coadjuvante (Helena Boham Carter) e melhor trilha sonora original.

Ao lado de A Rede Social e O Discurso do Rei na disputa de melhor filme dramático também aparecem O Vencedor, O Turista e O Cisne Negro, este último com Natalie Portman no elenco. A atriz está concorrendo na categoria de melhor atriz dramática, ao lado de nomes de peso como Nicole Kidman, Halle Berry, Michelle Williams e Jennifer Lawrence.

Para os prêmios de melhor filme comédia ou musical, disputam Minhas Mães e meu Pai, Red - Aposentados e Perigosos, Burlesque, este com Cher e Christina Aguilera no elenco, e O Turista, com Johnny Depp e Angelina Jolie, sendo estes dois últimos indicados às categorias melhor ator e atriz de comédia ou musical, respectivamente.

Angelina concorre ainda com Anne Hathaway, Emma Stone e Julianne Moore e Annete Benning, que atuam juntas em Minhas Mães e Meu Pai. Já Depp está na corrida pelo Globo de Ouro ao lado de Paul Giamatti, Jake Gyllenhaal, Kevin Spacey e contra ele mesmo, já que foi indicado por dois filmes distintos, O Turista e a adaptação moderna de Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton.

Na categoria de atores dramáticos, além de Jesse Eisenberg e Colin Firth, aparecem também na disputa James Franco, Ryan Gosling Mark Wahlberg. Michael Douglas também foi destaque, concorrendo à categoria melhor ator coadjuvante por Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme. Recentemente, o ator enfrentou sessões de quimioterapia para combater um câncer na garganta.

Outro prestigiado da noite é o ator Robert De Niro, que receberá o troféu Cecil B. DeMille por sua contribuição para o cinema.

(Karen Lemos - Portal Caras)

domingo, 12 de dezembro de 2010

“Agora só faço filmes pessoais”, diz Coppola
















No Brasil para divulgar seu novo filme, ‘Tetro’, cineasta ressalta paixão pela sétima arte


Quando novo, Francis Ford Coppola invejava o cineasta Ingmar Bergman (de ‘O Sétimo Selo’). Bergman, anos mais velho, passava horas na ilha de edição fazendo filmes com ideias que lhe viessem na cabeça. Era um privilégio, após tanto prestígio.

Foi com esse tom de satisfação pessoal e profissional, que o diretor de clássicos como a trilogia de ‘O Poderoso Chefão’ e o drama de guerra ‘Apocalypse Now’, em visita ao Brasil, discursou para jornalistas e estudantes na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), em São Paulo, na última quarta-feira, 1.

Na coletiva, o cineasta descreveu sua atual fase em que, segundo ele, aos 71 anos, é permitido fazer filmes como se tivesse apenas 21 anos.

“Não faço filmes por dinheiro ou para ficar famoso. Faço para aprender sobre mim mesmo, e posso dizer que é um privilégio poder acordar de manhã e poder filmar algo que escrevi. Agora, só faço filmes pessoais, de histórias com que eu possa aprender sobre”, resumiu.

“Quando você assiste a um filme pensado exclusivamente no dinheiro, parece que você já assistiu àquilo, porque a fórmula se repete”.

O encontro foi consequência do lançamento de um novo trabalho do diretor, ‘Teatro’, que estreia no dia 10 de dezembro nos cinemas brasileiros. O longa é um conflito familiar, filmado em sua maior parte em preto e branco.

“Acredito que o preto e branco seja uma maneira poética de ser realista no cinema”, descreveu.

‘Tetro’, para Coppola, é quase como um drama pessoal. Dentro da história, o foco está na relação conturbada entre dois irmãos, Tetro – quem dá título ao longa – vivido pelo ator Vincent Gallo e o jovem Bennie, interpretado por Alden Ehreinreich, talentoso ator de 17 anos descoberto por Coppola.

"Quando garoto, venerava meu irmão mais velho. Ele me parecia o mais inteligente, o mais brilhante. Queria ser como ele. Acabei me tornando mais famoso que ele, algo que sempre causou muito espanto em mim", recordou Coppola.

Passado em Buenos Aires, na Argentina, ‘Teatro’ acompanha Bennie, que vai atrás de seu irmão mais velho, que abandonou a família por conta de conflitos com o pai, um famoso maestro. Na capital latina, acaba não somente reencontrando com seu passado, mas também desvendando mistérios que sempre rondaram suas conexões familiares.

“São coisas que acontecem em muitas famílias e que tem a ver com a história da minha própria família. Nada realmente aconteceu, mas é tudo verdadeiro”, brincou.

A escolha da Argentina como cenário principal do novo filme, retrata uma ligação já antiga do cineasta com países latino-americanos, cujo elo se fortaleceu com a literatura que tanto atrai Coppola, como por exemplo, as obras do escritor brasileiro Jorge Amado.

“Gravei na Argentina também porque sempre tive uma relação afetiva com a América Latina, imaginei que o local pudesse me servir de inspiração. Sem contar que pensei ser divertido poder viver na Argentina por um tempo”.

Embora, como toda produção de Coppola que se preze, a qualidade de ‘Teatro’ seja notória, o filme foi produzido com baixo orçamento, equipe reduzida e em localidades de pouco custo – características do novo cinema “livre” do cineasta. O nível de sua direção, no entanto, é rígida, e exige alguns gastos que Coppola arrecada com os lucros da vinícola, na Califórnia, Estados Unidos, que é dono.

A vantagem é que o diretor não fica mais acorrentado a grandes estúdios para realizar seus filmes de cunho pessoal. A vinícola é também o que está bancando mais um filme do currículo o cineasta, que acaba de ser finalizado nas últimas semanas.

‘Twixt Now and Sunrise’ (ainda sem título em português), trata de contos de terror, “como uma história de Halloween, um pouco gótico, nos moldes dos contos de Edgar Allan Poe”, adiantou Coppola. A novidade é que o longa inclui duas cenas em 3D, uma forma de fazer cinema com a qual o realizador ainda está se familiarizando.

“Sou a favor do entretenimento e acredito no cinema como peça de diversão, mas desde que tenha algo pessoal em algum aspecto, algo que possa tocar”, fez questão de esclarecer. “É mais uma produção barata, mas que me dá a chance de aprender alguma coisa. Estou velho e sei que a melhor coisa da vida é poder aprender coisas novas”, completou.

O filme será estrelado por Val Kilmer e por Alden Ehreinreich (o Bennie, de ‘Tetro’). Outro projeto, desta vez com Coppola como produtor, foi finalizado este mês e deve chegar às telas em 2011. É ‘On The Road’, adaptação do cineasta brasileiro Walter Salles para o clássico literário de Jack Kerouac, autor de maior prestígio do movimento de contracultura norte-americana que ficou conhecido como ‘movimento beat’ na década de 50.

domingo, 14 de novembro de 2010

Deborah Secco: “Não enxergo minha carreira sem a Bruna Surfistinha”












Sem dúvida, "Bruna Surfistinha" é um dos filmes mais esperados. E não é só pelo grande público. Deborah Secco, a atriz escolhida para protagonizar a produção, também já não consegue esconder a ansiedade. Deborah definiu seu trabalho no filme como um divisor de águas em sua carreira, por conta da intensidade com que mergulhou dentro do universo sombrio da personagem.

O filme, com direção de Marcus Baldini, leva aos cinemas os detalhes do trabalho de uma garota de programa: Raquel Pacheco, quem dá título ao longa. Na última sexta-feira (29), o trailer do filme foi divulgado para jornalistas em evento em Florianópolis, Santa Catarina, sob muitos aplausos no final da exibição.

Baseado no livro “O Doce Veneno do Escorpião”, a obra cumpre parcialmente sua função de matar a curiosidade das pessoas a respeito do mundo das prostitutas. A protagonista, ela mesmo uma garota de programa, ganhou a vida não somente encantando os homens, mas também relatando com minuciosidade tudo o que fazia com eles.

Diante deste desafio, Deborah resolveu arriscar e se aprofundou em uma realidade que muitos fingem não existir. E a atriz não poderia passar imune à essa experiência tão visceral. “Para qualquer atriz, esse personagem é um presente. Completa e complexa. Atuei de uma forma como há muito tempo eu não atuava: quase virgem de qualquer vício, me desprendendo de tudo que já aprendi, porque tive a oportunidade de, em tão pouco tempo, trabalhar profundo e intensamente na Raquel. Isso é algo realmente excitante para um ator”, afirmou Deborah no evento para o Famosidades.

Uma pessoa conhecida, uma história popular. Antes mesmo que Deborah fosse anunciada, instalaram-se muitas expectativas sobre a adaptação cinematográfica de “O Doce Veneno do Escorpião”. Por conta disso, a produção trabalhou arduamente no projeto. Foram dois anos adaptando o roteiro e três meses de filmagens intensas, fora a pós-produção de “Bruna Surfistinha” que, ao que tudo indica, está sendo muito bem caprichada. Mas, voltando às filmagens, também não foi nada fácil gravar as cenas do longa.












“A Bruna não foi logo de cara para a prostituição de luxo. Quando ela saiu de casa, aos 17 anos, foi trabalhar em pulgueiros. Tivemos que filmar no centro da cidade, ao lado da ‘Cracolândia’ [na região do bairro da Luz, em São Paulo]. Por vezes tivemos que interromper as gravações porque ouvimos meninos de rua drogados gritando alto. A energia por lá era péssima”, recordou.

Esse universo tão rico em informações (“e muito triste também”, acrescentou Deborah), foi um prato cheio para a atriz que se embrenhou em prostíbulos e passou a viver intimamente com garotas de programa. E a vivência trouxe lições.

“Muitas coisas me impressionaram no universo delas. É um mundo chamado de ‘vida fácil’ mas que, para mim, talvez, seja a mais difícil que existe. Elas não são vilãs, elas não fazem mal a ninguém a não ser elas próprias. Fui descobrindo isso ao olhar para os olhos de cada uma delas, era um olhar vazio, já anestesiado por tantos maus tratos. Não tem nada mais grave que se auto-flagelar”, se emocionou Deborah ao lembrar.

Durante seu laboratório, a atriz se mudou para São Paulo na época da produção. Ela contou que, para entender a Raquel Pacheco, passou a viver como ela: sozinha. “Precisava conhecer o que era a solidão, o que era a falta de amor. Venho de uma família extremamente amorosa, e essa necessidade pela solidão foi algo importante para compor a Bruna”, afirmou.

Além dessa experiência, a atriz frequentou assiduamente prostíbulos e casa de striptease. Deborah não ficava com as garotas apenas quando elas subiam ao palco, dançavam ou levavam seus clientes para os quartos. “Também acompanhava elas saindo do quarto, indo se lavar, lavando banheiro; não era fácil. Percebi ali o quão guerreira essas mulheres são”.

Guerreira, corajosas, Deborah se perdeu no meio de tantas definições. Ela própria assumiu que não teria a coragem das garotas de programas que, ao aceitarem convites dos clientes, não sabem se irão voltar para casa, se irão apanhar. Mesmo assim elas vão. Por trás de cada mãe e filha que se prostitui, existe uma família e uma vida para serem sustentadas.

“Com elas aprendi a me livrar de julgamentos, de preconceitos. Tenho outra visão agora. Posso dizer que esse filme mudou completamente minha vida. Mexeu comigo de uma forma tão única, que não enxergo minha carreira sem esse marco que o filme representou”, enfatizou Deborah.












“Bruna Surfistinha” mata sim a curiosidade sobre prostituição. Mas vai além. Fala ainda das muitas vidas que existem por trás do trabalho, e o que as donas dessas vidas aprendem com a rotina depreciativa. “O que me atraiu nessa história foi justamente isso, que existe uma menina por trás da Bruna Surfistinha. Uma menina com seus dramas, tentando solucionar problemas e os desencaixes da vida”, contou Marcus Baldini, diretor do longa (foto acima)

O filme, como deu para imaginar com o depoimento do cineasta, não tem como proposta escancarar e expor a profissão das garotas de programa, apontando até onde está certo e errado dentro dessa prática.

“Ninguém está julgando, estamos apenas contando uma história. E quando contamos uma história de forma isenta, cada pessoa terá uma leitura diversa. Por isso fica complicado generalizar a reação do público. Cada pessoa terá a sua: vai ter gente que sentirá dó ou pena, outros que vão sentir raiva, alguns com nojo, enfim, reações completamente adversas”, complementou Deborah.

“Bruna Surfistinha” estreia dia 25 de fevereiro de 2011, pouco depois de a protagonista estrelar outro papel para a televisão em “Insensato Coração”, próximo novela das 21 horas escrita por Gilberto Braga. Até lá, produtores de “Surfistinha” batalham contra a censura do filme. O desejado é mínimo de 16 anos.

(Karen Lemos - Famosidades/MSN Brasil)

"O Palhaço": Selton Mello dá esperança a artista em crise












Selton Mello quase enlouqueceu articulando duas funções ao mesmo tempo: a de ator e a de diretor. Enquanto gravava, era ele próprio que ajeitava o enquadramento, dava ordens aos atores e gritava "ação", ou então, "corta", quando necessário; tudo isso vestido a caráter de seu personagem.

A cena pode parecer um tanto bizarra, já que o ator dirigia maquiado, com roupas coloridas e enormes sapatos. Em "O Palhaço", Selton dá vida a um palhaço em crise, que enfrenta momentos difíceis no circo, que já não mais agrada o público como antigamente. "No entanto a crise do personagem é saudável, levando ele a dar sempre um próximo passo", contou Selton para o Famosidades, durante apresentação do filme, em Florianópolis.

Gravado parcialmente em Minas Gerais e em Paulínia, interior de São Paulo, a história do filme é, na verdade, uma comédia leve, carregada de esperança. "É feito com sonhos. A gente está precisando de um pouco de sonhos, eu acho. Quem for assistir, vai sair do cinema muito bem, com aquela sensação agradável", afirmou

Confiante na qualidade de "O Palhaço", Selton se identificou tanto com o projeto que ele mesmo pegou as rédeas e conduziu equipe de produção e atores durante as gravações do longa, para que tudo saísse do jeito que ele queria. "Foi interessante, mas foi uma insanidade ao mesmo tempo. Dirigir e atuar, e ainda vestido de palhaço? Não dá para levar a sério", brincou o ator.

Novos Projetos

Saindo do sucesso da minissérie "A Cura", Selton Mello está agora se dedicando mais ao cinema. Isso não quer dizer, no entanto, que voltar a atuar na atração, caso haja uma segunda temporada, esteja totalmente fora de cogitação.

"'A Cura' foi um trabalho muito especial mesmo. O público adorou, e a gente gostou de fazer também. Ninguém sabe se o seriado volta com nova temporada, nem me convidaram ainda. Mas, caso role esse convite, é bem provável que eu faça. Gostei muito daquela experiência", afirmou Selton.

Especulações de que o ator também iria dirigir uma nova fase da produção, contudo, são falsas. "Acredito que a minissérie já esteja bem estruturada. Ela tem sua própria linguagem. Agora, eu vou atuar e dirigir um projeto para a Rede Globo sim, mas não é 'A Cura'. Não posso dizer o que é ainda", adiantou.

Enquanto o projeto não é anunciado, Selton se divide para divulgar seus trabalhos para o cinema. O mais recente foi "Lope", de Andrucha Waddington, em que o intérprete vive um arqueiro espanhol de séculos passados. A ideia de fazer um filme falando outra língua não acanhou o ator.

"Nunca trabalhei em outra língua. Então, para mim, o desafio foi esse e queria passar por isso. Estudei muito a língua espanhola, muitos diálogos, principalmente, e ainda dei sorte, porque o filme é de época. Se fosse contemporâneo, eu estaria perdido. Teria que improvisar, estudar gírias, aí complica."

Homem de tantos talentos, Selton, recentemente, chegou a ser cogitado para integrar o elenco do SBT, que também fez convite para Ana Paula Arósio, que está na "geladeira" da Globo desde que se ausentou das gravações de "Insensato Coração", próxima novela das 21 horas. No caso de Selton, ainda não era a hora para firmar nada com a emissora de Silvio Santos.

"Chegaram a me convidar sim, mas eu não pude aceitar. Como iria aceitar se eu tenho vários compromissos com a Globo?", esclareceu.

(Karen Lemos - Famosidades/MSN Brasil)

Selton Mello é apoio de Grazi Massafera em seu primeiro projeto no cinema












Um projeto nacional, gravado todo em São Cristovão, no Rio de Janeiro, vai reunir Selton Mello e Grazi Massafera nas telonas. A atriz, que agora se volta para o cinema após temporada bem sucedida na televisão, estrelará lado a lado com o fera em uma comédia que tem como proposta contar histórias do Brasil para os brasileiros.

São histórias destes brasileiros que acreditam em sonhos, como Marivalda (Grazi) e Wanderley (Selton) na trama de "Billi Pig", que começa a ser rodado a partir de janeiro de 2011. Mesmo sem prévia, o longa teve coletiva de imprensa em Florianópolis, Santa Catarina, com a presença ilustre dos atores do projeto.

Marivalda é uma aspirante a atriz que, assim como toda mulher sonhadora, almeja conquistar seu espaço no mundo do teatro, da TV e do cinema. Wanderley, um corretor de seguros falido que ganha a vida na pele de um falso padre, tenta fazer o que pode para ajudar sua mulher à alcançar seus objetivos profissionais.

"Wanderley é aquele cara que faz tudo pelo amor. Ele realmente acredita no amor que ele tem por Marivalda e, para isso, faz qualquer negócio para realizar os sonhos da pessoa amada", contou Selton em entrevista ao Famosidades.

O diferencial do filme está na inusitada participação de um porquinho de pelúcia que ganha vida e passa a falar com sua dona, Marivalda, aconselhando-a com lições de moral e alertando sobre as trapaças que seu marido vive arranjando. "Toda menina tem um sonho de ser atriz, e quando ela sonha assim, ela quer ser a melhor atriz. Marivalda não conseguiu isso ainda, falta sorte, e o personagem do Selton tenta ajudá-la de alguma forma, mesmo que isso implique em confusão", resumiu Grazi para os jornalistas.

É nesse clima de pré-produção que Selton e Grazi vêm ensaiando uma química que deve sobressair nas telas. "Eu acho que a Grazi trouxe um frescor para a história. Ela tem muita uma vontade de aprender e de se arriscar como atriz. Acho que com essa postura, nós e o filme só temos a ganhar", complementou o ator, que focou sua carreira totalmente para o cinema. Selton, para quem não se lembra, já apareceu em produções como "Meu Nome Não é Johnny", "O Cheiro do Ralo", "O Auto da Compadecida", "Mulher Invisível", entre outros.

Em sua primeira empreitada para as salas do cinema, a namorada de Cauã Reymond não vê a hora de mergulhar no universo cinematográfico, e experimentar a sensação de aparecer na telona pela primeira vez. "Cinema para mim, neste momento, é o que eu venho mais identificando. É um desafio, na verdade. E me desafiar está no meus planos", contou Grazi.

"Acho que para primeira experiência, eu estou em boas mãos. Apesar de cinema ser algo novo para mim, eu entrei com o pé direito e venho aprendendo com os melhores: Selton Mello, José Belmonte [diretor] e toda a equipe, que me deixou muito segura e tranquila durante todo o processo", acrescentou. Vale lembrar que Cauã, que atualmente vive Danilo em "Passione", já se aventurou nas telonas e se saiu muito bem. A bela deve tomar algumas aulinhas com o amado.

(Karen Lemos - Famosidades/MSN Brasil)