terça-feira, 22 de abril de 2008

Novo livro de Kerouac será lançado











Para os interessados em literatura Beat, a editora L&PM (principal editora dos livros desse gênero) está com novo lançamento.

"Cidade pequena, cidade grande" (tradução de The town and the city), do escritor Jack Kerouac - principal escritor dessa geração literária - já está sendo vendido no site da editora, e em poucos dias será vendido para as livrarias.

O preço é salgado, 54 reais. Normalmente, os livros da L&PM são em formato Pocket (livros de bolso) o que os torna mais baratos, não é o caso de 'Cidade pequena, cidade grande'.

O livro contém 392 páginas.

Mais informações e trecho do livro: aqui

quarta-feira, 5 de março de 2008

Conversa com Ralitsa Vassileva















A âncora da CNN Internacional, Ralitsa Vassileva, visita o Brasil entre os dias 3 a 6 de março.
O motivo principal de sua vinda é a quarta edição do 'Concurso Universitário de Jornalismo CNN, do qual Ralitsa é mestre-de-cerimônicas.
O evento anual promovido pela rede CNN, visa incentivar os estudantes de jornalismo a reportar matérias televisivas. O tema deste ano é "A socialização por meio da arte", e qualquer pessoa (sendo estudante de jornalismo, claro) pode participar. O candidato deverá produzir um video jornalístico de até 2 minutos (gravado em DVD), como prêmio, o vencedor irá conhecer a sede da CNN International em Atlanta, Estados Unidos e terá a sua matéria exibida pelo canal.
As inscrições começaram no dia 4 de março e vão até o dia 11 de junho - o resultado sairá só em agosto (para ler todo o regulamento e se inscrever no concurso, clique aqui .)
No meio de tanto trabalho , Ralitsa aproveitou para visitar museus e galerias de arte em São Paulo (o que condiz com o tema do concurso da CNN) e ainda sobrou um tempinho para palestrar aos alunos de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi.
A palestra foi realizada no campos Vila Olímpia, contando com a presença do coordenador do curso de jornalismo e uma intérprete, já que a palestrante falava em inglês.
Durante a palestra, a jornalista nos contou sobre sua vida, como iniciou no jornalismo, os pontos altos e baixos de sua carreira, e um pouco sobre censura de imprensa (que não esclareceu muita coisa.) Nascida na Bulgária e criada na Índia, Ralitsa se tornou âncora da CNN em 1992, depois de ter feito uma matéria sobre a queda no comunismo no seu país de origem, e hoje comanda programas de importância na emissora, como "You World Today" e "World News".
Entre os principais acontecimentos de sua carreira estão entrevistas memoráveis com o primeiro ministro de Israel, Ariel Sharon, o
ex-líder soviético Mikhail Gorbachev (que, segundo ela, foi sua entrevista mais emocionante), além de coberturas jornalísticas da saída de Israel da faixa de Gaza e a morte de Abu Musab al-Zarqawi.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

E o Oscar vai para..













A 80ª edição da maior premiação do cinema mundial (e bota mundial nisso) teve ótimas surpresas este ano.
Ao contrário do esperado, quem levou as principais categorias da cerimônia não foram as super estrelas de Hollywood, mas sim os astros do cinema mundial - em sua maioria do cinema independente. E o que isso quer dizer, afinal? Que academia está abrindo seu espaço para produções não hollywoodianas? Que o cinema mundial está crescendo? Ou as duas opções?
Analisando os vencedores das categorias temos: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro) – melhor ator, ele é inglês. Marion Cotillard (Piaf – um hino ao amor) – melhor atriz, uma francesa. Javier Barden (Onde os fracos não tem vez) – melhor ator coadjuvante, o primeiro espanhol a vencer o Oscar, e ainda fez parte do seu discurso em língua nativa.Tilda Swinton
(Conduta de Risco) – melhor atriz coadjuvante, uma inglesa estranha que bateu a favorita Cate Blanchett (Não estou lá), que por acaso é australiana. Uma bela mistura de nações, não?
A Academia não está apenas ‘abrindo espaço’ para os estrangeiros, a palavra que melhor define seria ‘reconhecimento’.
Pegamos como exemplo o filme ‘Piaf – um hino de amor’, que além de trazer a ótima Marion Cotillard na pele da cantora francesa Edith Piaf, o filme, que venceu o Oscar de melhor maquiagem, é uma daquelas produções magníficas que não deixam a desejar.
Saindo um pouco do clima europeu, o filme
‘Onde os fracos não tem vez’, produção bem americana levou o prêmio máximo – melhor filme, em acirrada disputa com ‘Sangue Negro’ (que traz a ótima atuação de Daniel Day-Lewis) e ‘Desejo e Reparação’ – Além de melhor diretor (para os irmãos Coen), melhor roteiro adaptado, e o já citado aqui, ator coadjuvante, Javier Barden. Sobre isso, Prefiro não opinar. Não gosto do trabalho os irmãos Coen (sei que muita gente gosta, mas eu não, desculpem). Digo apenas que Javier Barden é fantástico.

O filme ‘Juno’ (o mais visto pelos brasileiros neste fim de semana) apesar de ser uma produção ‘americana’, é considerado como filme independente, ou seja, filme de baixo orçamento, diferente das super produções que estamos acostumados a ver.
No ano passado, ‘Pequena Miss Sunshine’ ocupou o lugar de ‘Juno’ na categoria filme independente da vez.
A principio, é só mais um daqueles filmes despretensiosos, sobre uma adolescente que engravida acidentalmente. Porém, a popularidade do filme foi crescendo tanto que, em uma votação por internet, o público colocou ‘Juno’ como favorito pelo prêmio de melhor filme.
Não venceu melhor filme, mas venceu melhor roteiro original para Diablo Cody – uma ex-stripper – e todo mundo parece que gosta de ressaltar a antiga profissão da roteirista. Além de ter recebido uma indicação de melhor atriz para a estreante Ellen Page (uma canadense, falando nisso, ta?).
Na categoria melhor animação venceu ‘Ratatouille’, sem grandes surpresas, já que era o favorito da categoria. ‘Ratatouille’ concorreu com a animação francesa “Persépolis’ que conta a história de uma garota que se muda para França após uma revolução no Irã (mistura de nações 2).
Já em Melhor Filme Estrangeiro o vencedor foi ‘The Counterfeiters’ da Áustria, que concorreu com filmes de Israel, Polônia, Rússia, e até o Cazaquistão - e nada de Brasil. O filme ‘O ano em que meus pais saíram de férias’ conseguiu chegar aos 9 finalista dos indicados a filme estrangeiro, mas ficou por lá mesmo. E nada de ‘Tropa de Elite’, que era o que o povão queria, mas esse, por sua vez, ganhou o Urso de Ouro no festival de Berlin (Berlinale), quer melhor?
Melhor mesmo foi o Oscar comemorando seu octogésimo aniversário com cenas históricas mostradas a todo momento, ou então os soldados do Iraque apresentando a categoria de melhor documentário curta-metragem, ou quem sabe a Cameron Diaz errando feio seu discurso, não conseguindo falar a palavra ‘fotografia’ (que era a categoria que ela apresentava), ou melhor ainda - os apresentadores escorregando em alguma coisa que havia no palco, que ninguém soube explicar o que era.
Para cortar um pouco do clima de ‘seriedade’, o Oscar contou com apresentações musicais dos filmes concorrentes em Melhor Canção Original. Os Músicos Glen Hansard - irlandês, e Marketa Irglova – da Tchecoslováquia, levaram o prêmio com a bela música “Falling Slowly’ do filme ‘Once’.
E para fechar o post eu indico aqui o vídeo da música ‘Falling Slowly’ (vídeo aqui) um dos vencedores desse 80ª Oscar, mais internacional do que nunca.
Veja a lista completa dos vencedores no site do Oscar.

Sugestão: Sweeney Todd













O novo musical de Tim Burton – ‘Sweeney Todd – o barbeiro demoníaco da rua Fleet’ é a adaptação cinematográfica de um famoso musical da Broadway.
No elenco estão personagens carimbados dos filmes de Burton, como Johnny Depp (que repete a parceria pela sexta vez) e a mulher do diretor, a atriz Helena Bonham Carter. Os dois atores fazem os papéis principais do filme: Sweeney Todd e a Mrs. Lovett.
O filme se passa na sombria Inglaterra Vitoriana (cenário perfeito para um filme de Burton) e conta a história de Benjamin Barker, um barbeiro bem sucedido, que tinha uma linda esposa e filha, mas a ganância de um ilustre cidadão de Londres destruiria a sua vida. O Juiz Turpin (vivido pelo ator Alan Rickman) baniu Benjamin da cidade e raptou a sua família.
Após 15 anos de exílio na Austrália, Barker volta a suja Londres com o pseudônimo de Sweeney Todd, e através desse disfarce, planeja ter sua vingança. Em seu caminho encontra a viúva Lovett, dona de uma loja de tortas falidas, que vira cúmplice de seus sangrentos crimes.
Sweeney abre sua barbearia em cima da loja de tortas, e é lá que o plano de vingança é posto em prática. Com uma afiada navalha, o barbeiro corta a garganta de seus inimigos e os cadáveres servem de recheio para as tortas da Mrs. Lovett, que logo viram a sensação de Londres.
O elenco ainda conta com a presença hilária de Sacha Baron Cohen (de ‘Borat') na pele do barbeiro italiano Adolfo Pirelli, rival de Todd, e uma de suas primeiras vitimas.
Não se sabe ao certo se o verdadeiro Sweeney Todd, a quem foi atribuido cerca de 160 crimes cometidos na antiga Londres, realmente existiu, ou se é apenas uma lenda. A sua primeira aparição fictícia foi na obra de Thomas Peckett Prest, publicada em 1846, que mais tarde virou peça de teatro. Anos depois, a peça virou um tremendo sucesso musical da Broadway, nas mãos do genial compositor Stephen Sondheim (de "Amor, Sublime Amor").
Foi o mesmo Sondheim que adaptou as canções para o cinema, só restou aos atores cantar. A maioria do elenco (que contou com bastantes nomes desconhecidos) não tinha experiência com o canto, o que trouxe um clima de ‘surpresa’ ao filme.
Apesar de muita cantoria, ‘Sweeney Todd’ sustenta certa beleza nesta cruel história sobre vingança. Com figurinos, cenários e fotografia de encher os olhos, o resultado é uma obra-prima do cinema.
O sangue em excesso pode assustar alguns desavisados, mas é um prato cheio para quem está acostumado com os trabalhos de Burton.
Mesmo não sendo um tema que agrada nas premiações, ‘Sweeney Todd’ venceu o globo de ouro de melhor filme comédia/musical e ator comédia/musical para Johnny Depp. No Oscar também se saiu bem, levando a estatueta de direção de arte, além de ter sido indicado nas categorias figurino e ator (Depp).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A morte de Heath Ledger








O ator Heath Ledger tinha 28 anos quando foi encontrado morto em seu apartamento em Nova York, no dia 22 de janeiro. Aparentemente, uma morte suspeita: o corpo estava sem sinais de violência e alguns comprimidos foram encontrados no local.

Uma trama típica de cinema.

Por volta das 15 horas da tarde, a empregada e uma massagista, que tinha hora marcada com o ator, bateram na porta do quarto em que Heath descansava, como não houve resposta, as duas entraram no aposento e encontraram Heath inconsciente. Rapidamente chamaram socorro, mas não houve tempo.

A polícia de NY suspeitava de morte acidental ou suicídio. O que levaria um ator bem sucedido e, recentemente, pai de uma criança (Heath tinha uma filha de 2 anos, Matilda, com a atriz Michelle Williams) a cometer suicídio?

O ocorrido foi um prato cheio para os tablóides que logo levantaram suspeitas de uma overdose de remédio, e até de drogas, que poderia ter matado o jovem ator.

O primeiro laudo da autopsia foi inconclusiva, e seria necessário mais alguns dias para que fosse esclarecido o que realmente ocorreu naquela tarde de 22 de janeiro. Nesse meio tempo a imprensa se divertiu em tentar adivinhar o que teria acontecido, enquanto parentes e amigos prestavam belas homenagens.

Nesta quarta feira (6/2) o laudo conclusivo dizia que a morte foi acidental, causada por abusos de remédios. Heath tomava uma série de remédios controlados para ansiedade e insônia, e quando tomados em excesso, afetam na respiração e baixam o ritmo cardíaco podendo levar à morte.

Em recente entrevista o ator declarou que um dos seus últimos trabalhos o afetou emocionalmente, levando a procurar ajuda de medicamentos controlados. O papel em que ele se referia era o do Coringa do novo filme de Batman (chamado ‘ O cavaleiro das Trevas’). O filme ainda é inédito no Brasil, mas a interpretação de Heath já vem chamando atenção de público e critica mesmo antes de sua morte. Ao que parece, o novo coringa é fantástico. Uma pena que Heath não possa aproveitar os elogios do seu último, e talvez mais brilhante, trabalho.

Ainda inédito no Brasil é o filme ‘I’m Not There’ (‘Não estou lá’ - porcamente traduzido aqui) em que Heath interpreta, junto com mais 6 atores, uma das faces de Bob Dylan. Entre outros trabalho relevantes estão Candy – maravilhoso, em que ele interpreta um viciada em heroína, Os Reis de Dogtown – um papel pequeno, porém muito bem feito e engraçado, Os Irmãos Grimm, 10 coisas que eu odeio em você, e claro, O Segredo de Brockback Moutain – um filme que quebrou estereotipos ao tratar da história de dois cowboys que se apaixonam e vivem um amor homossexual. Com certeza o trabalho mais notável e difícil de Heath, e o mais elogiado.

Antes de sua morte, Ledger trabalhava no filme "The imaginarium of Doctor Parnassus", do diretor Terry Gilliam (que dirigiu Os Irmãos Grimm). Após a morte de Heath, a produção foi cancelada. Resta apenas algumas imagens do que poderia ter sido mais uma ótima interpretação do ator.

O corpo de Ledger deverá ser sepultado ainda esta semana, na cidade de Perth, na Austrália (cidade natal do ator). Para nós, restou as boas lembranças de Heath Ledger, eternizadas nas telas do cinema. Lembranças de um ator que tinha toda uma vida e carreira pela frente, um ator com um talento difícil de encontrar hoje em dia, e que com certeza, vai fazer muita falta!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Estréia nesta sexta: Across the Universe










Em complemento ao post anterior: Já que estamos falando de música, não pude deixar de comentar a estréia dessa sexta feira, Across the Universe.
Eu tive a oportunidade de assistir ao filme, na 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mês retrasado.
Eu já tinha lido sobre o longa e me interessei bastante, assim que eu o vi na lista de filmes da Mostra anotei na agenda, não poderia perder essa.
A sessão foi no Cine Bombril (que fica no Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista), cheguei umas duas horas antes porque - por experiência própria - eu já sabia que a sessão iria lotar (e realmente lotou); esperei um tempo na fila e entrei.
Falando sobre o filme: Basicamente é a história de dois amantes nos anos 60, época da guerra do Vietnã, do movimento hippie e das drogas alucinógenas. Como se não bastasse, todo o filme foi montado em cima das músicas dos Beatles (o que não quer dizer que o filme tenha algo relacionado com a biografia da banda, apenas utiliza as músicas como um artefato para contar histórias). O filme é dirigido por uma experiente diretora de peças da Broadway (Julie Taymor), nada mais propício, já que o filme em si é considerado como musical.
Assumo que a principio não me interessei muito em um filme que conta a história de dois amantes e aquela coisa toda, mas fiquei intrigada com a astúcia da diretora em fazer um filme com músicas dos Beatles, é realmente algo inovador e que precisa ser visto.
As músicas são cantadas na voz dos próprios atores, e a todo tempo somos levados pela trama através de claras menções aos Beatles, como por exemplo o nome dos personagens principais: Jude (interpretado por Jim Sturges) – alusão a música “Hey Jude”, e Lucy (interpretada por Evan Rachel Wood) – da música “Lucy in the sky with diamonds”.
O elenco principal é desconhecido, mas o longa também conta com participações de famosos do mundo da música, como: Joe Cocker - na minha opinião a melhor performance do filme - que canta “Come Together” vestido de mendigo (é necessário prestar muita atenção, ele está irreconhecível) ou o Bono Vox, da banda U2, que faz o papel do Dr Robert ; admito que nunca fui muito com a cara do Bono, mas ele criou um personagem muito interessante e divertido, tenho que elogiar.
Também a outras menções de artistas importantes dos anos 60. Como uma Janis Joplin negra e um guitarrista que é a cara do Jimi Hendrix.
Sai do cinema com aquela sensação que eu sempre tenho quando assisto a um bom filme; em algumas partes o filme se perde em cenas batidas, mas logo recompensa com as cenas de teor político (como os soldados americanos arrastando a estátua da liberdade no meio da floresta do Vietnã, ou a famosa imagem da menina vietnamita correndo sem roupa que é retratada no filme de uma forma única), e vale a pena é claro, pela música. Durante todo o filme, uma ótima seleção com canções dos Beatles acompanha a trama. Não poderia ser melhor que isso.
Essa é minha dica para o cineminha do final de semana. Para quem se interessou, dêem uma boa olhada no trailer:



Site oficial do filme

IMDB

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Os 30 anos sem Elvis Presley (sem?)





Nesse ano de 2007, “comemoramos” os 30 anos da morte de Elvis Presley, aquele cantor que virou um ícone mundial – um mito – uma lenda, que deu voz a uma geração, transgrediu os costumes de sua época, e iniciou algo que mudaria para sempre a história da música.
Foi por causa desse “aniversário” que eu escolhi “30 anos sem Elvis Presley” para ser o tema do rádio documentário da faculdade.
Eu poderia simplesmente entrar no Wikipédia e pegar toda aquela parte biográfica, os pontos altos e baixos da carreira, as músicas, os filmes, os prêmios - todas essas coisas batidas, e acabar ai o trabalho. Mas, caramba! É o Elvis Presley! O cara é muito mais do que esses fatos que você encontra em qualquer página da internet.
Resolvi, então, ouvir a voz dos fãs – eles conhecem o que precisa ser conhecido.
Tive a idéia de criar um tópico em uma comunidade de um site de relacionamentos (orkut) explicando o objetivo do meu trabalho e pedindo ajuda dos fãs. No mesmo dia obtive respostas de fãs que querem ser ouvidos e que estão dispostos a ajudar qualquer pessoa que esteja disposto a falar sobre o ídolo deles.
Entrei com contato com muitas pessoas, entre membros de fã clubes, músicos que encontraram inspiração no Elvis, cantores cover, e pessoas normais com uma paixão em comum.
Pessoas como Walteir (que deu a luz ao fã clube “Gang Elvis”, existente desde maio de 1967), um senhor com uma coleção de materiais do cantor de dar inveja a qualquer fã, e que todo ano faz o sacrifício de ir até Memphis (nos Estados Unidos) visitar a mansão de Elvis Presley – Graceland.
Falando ainda sobre o “Gang Elvis” - conversei com Laerte Machado, um dos membros desse fã clube, foi o criador de uma idéia inovadora que eu achei muito interessante: o “Disc’Elvis”, onde pelo telefone ((11) 9868.3231) você pode esclarecer suas dúvidas e pedir qualquer informações sobre o cantor.
Vale a pena citar outro fã clube, o “Elvis Triunfal”. Criado por Marcelo Neves e com cerca de 200 membros, o fã clube realiza encontros de fãs, shows com covers do Elvis, e tem uma revista fanzine mensal, especialmente para os membros do clube.
Os fãs que freqüentam esses encontros vão não só pelo fato de dividir com outras pessoas a paixão pelo ídolo, mas principalmente por causa dos shows covers - uma forma de ver Elvis ao vivo, mesmo que seja de mentirinha. Dos muitos covers encontrados por ai Edson Galhardi, é considerado um dos principais e melhores do Brasil. Edson faz apresentações desde 1985, sendo considerado o cover de Elvis mais antigo do país. Freqüentemente faz shows em encontros de fã clube, e também faz shows por todo o Brasil, até em programas de TV, como uma apresentação no programa “Fantástico” da Rede Globo.
Mas foi na conversa com fãs que nada mais são do que pessoas como qualquer outra, que descobri coisas incríveis. Engraçado isso, você pensa que alguém como Elvis Presley não tem nada a ser descoberto; parece que você já sabe tudo sobre ele, e a verdade mesmo é que você não sabe de nada.
Foi conversando com Ana Caruso que descobri, por exemplo, que Elvis gravou uma bossa nova composta por Luis Bonfá chamada Almost in Love; que o “Rei do rock” ganhou seu Grammy com um álbum gospel; descobri também das habilidades de Elvis nas artes marciais. Uma das grandes surpresas pra mim foi saber que Elvis Presley tentou dar inicio a um documentário sobre caratê em 1974 (que não foi terminando). Veja um vídeo bem interessante do cantor praticando artes marciais - Aqui.
Soube também de algumas pequenas curiosidades como o porque daqueles óculos enormes que ele usava (que era na verdade, devido a uma deficiência visual), a gola dos macacões que Elvis usava porque não gostava do pescoço dele, que de inicio ele era loiro, entre outras curiosidades.
O mais interessante de tudo foi o lado humano de Elvis que passei a conhecer; ao perguntar a Marcelo Neves do “Elvis Triunfal” sobre o que as pessoas precisam saber o seu ídolo, ele me respondeu: “Enquanto vivo Elvis ajudava 50 instituições de caridade todos os anos. Fez dezenas de shows beneficentes para ajudar vitimas de furacões, doentes de câncer, portadores de paralisia infantil etc. Elvis comprou um iate chamado Potomac que era de um ex-presidente americano para ser leiloado para a caridade, mas poucas pessoas sabem disso. O primeiro show via satélite da história foi com Elvis em 1973 e sua renda destinada ao combate do câncer.”. Informações como essa a imprensa prefere deixar de lado para falar do lado polêmico dele: os últimos anos de sua vida (o problema com as drogas) e claro, a sua morte.
E é justamente a morte de Elvis que mais intriga; não me refiro a morte física, mas sim ao Elvis que está entre os fãs e que parece ser eterno. Afinal, é assim que Elvis vive, através de seus fãs e na sua importância no mundo da música que influenciou milhares de artistas de variadas épocas, como Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan, e até o Strokes: reparem no vídeo de “Last Nite” - as luzinhas vermelhas com o nome da banda remetem ao “Comeback Special” que Elvis Presley gravou em 1968, e que para muitos fãs, é o melhor registro do astro.
Acho que tudo se resume nas palavras de Vanderson Caetano (um dos primeiros fãs que eu tive contato): “O Corpo de Elvis Morreu. Mas as músicas, os seus feitos, e o carinho que milhares de pessoas sentem por ele nunca morrerá. Mesmo que o tempo passe, ele nunca será esquecido, pois Elvis pode ter morrido, mas ele continua sendo eterno dentro de cada um de nós!”
E vida longa ao rei..